quarta-feira, janeiro 31, 2007

t-r-i-s-t-e


mas profundamente triste

D de Distância


agora que estás mesmo longe...
geograficamente longe de mim
será que assim vou conseguir sossegar?
estou imensamente triste porque aquele que tanto me tem feito sofrer está longe... deveria estar alegre, porque talvez assim consiga desligar

mas as saudades já apertam
porque no fundo és muito importante para mim
desde o primeiro momento o foste

terça-feira, janeiro 30, 2007

o teu dicionário...


só conhece a letra D
e a palavra DESCULPA

porque me magoas tanto? é só para depois teres um motivo para dizer desculpa?

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Porque passamos a vida nisto?

Sonho


Tive hoje um sonho muito esquisito...Esperava pela minha essência no aeroporto..andava por lá à espera dele e ele nunca mais chegava! Andava de um lado para o outro, só corredores e mais corredores, muitas pessoas, gente a "granel"...!
Até que do nada, apareceu uma outra essência, costumo dizer que tem cheiro de bébé!
-"Estou tão triste, decepcionado...mais uma decepção de amor!"
E abraçou-me, feliz por me ver...!
E o outro não havia maneira de chegar....Nem sei se chegou....!

Como se usa alguém

Ponto 1) Usamos, e depois largamos como se fosse um trapo velho

Ponto 2) Apenas entramos em contacto com a pessoa quando já não aguentamos mais, depois desaparecemos do mapa e não deixamos rasto

Ponto 3) Aparecemos junto da pessoa, não damos justificação pelos dias de silêncio, e fazemos cara de "da-te por satisfeita por EU estar agora aqui..."

Ponto 4) ...

domingo, janeiro 21, 2007

:(

cause again and again and again you broke my heart

s-i-l-e-n-c-i-o

eu: é mais fácil o silêncio quando confrontados com a verdade...
ele permaneceu em silêncio, claro...

sábado, janeiro 20, 2007

e depois é assim...

eu é que sou fria
eu é que ignoro
eu é que não ligo nenhuma

mas és TU quem me deixa sem qualquer resposta

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terça-feira, janeiro 16, 2007



-Meu corpo, que mais receias?
-Receio quem não escolhi.
-Na treva que as mãos repelem
os corpos crescem trementes.


Ao toque leve e ligeiro
O corpo torna-se inteiro,
Todos os outros ausentes.

Os olhos no vago
Das luzes brandas e alheias;
Joelhos, dentes e dedos
Se cravam por sobre os medos...
Meu corpo, que mais receias?

-Receio quem não escolhi,
quem pela escolha afastei.
De longe, os corpos que vi
Me lembram quantos perdi
Por este outro que terei.

Jorge de Sena

domingo, janeiro 14, 2007

palavras para quê...

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sexta-feira, janeiro 12, 2007

talvez um dia te possa dizer ADEUS


Last Goodbye
By Jeff Buckley
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Why?




Stealing moments just to be with you
Though its wrong its hard to tell the truth
But she don't have to know
She don't have to know

...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

como nem tudo é mau...


Special Needs
By Placebo
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(des)largo ou não?


Como nem tudo é mau...



Uma das músicas que marcam uma parte da nossa "relação"...Um dia, depois de termos estado a noite toda juntos, ele disse-me para eu decorar a letra e cantar ao ouvido dele...!

Já decorei a letra :)

terça-feira, janeiro 09, 2007

perto demais


The Blower's Daughter
By Damien Rice
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Chega-se sempre à mesma conclusão

Se não te posso ter não quero mais ninguém.
Não quero começar de novo com outro alguém, não quero descobrir outro corpo, não quero partilhar mais nada com mais ninguém, não quero sentir outros odores, não quero arrumar a gaveta, não quero levantar a âncora, não quero mais ninguém!

Não quero mais ninguém...só te quero a ti....!
Gengibre...

Sabor que provoca.


Só por si provoca estranheza e curiosidade, podemos dizer que não gostamos, que é demasiado diferente e não estamos habituados. Tem algo de picante... A principio não sabemos se adoramos ou odiamos... mas uma coisa é certa não nos esquecemos do seu gosto.
E sempre que podemos experimentamos mais um pouco para tentar saber se afinal o odiamos ou amamos, aquele "sabor" fora do comum...


Queima...? Vicia...? Entranha-se?


Já nem sei se estava a escrever sobre o Gengibre ou sobre o... Amor... Proibido!

segunda-feira, janeiro 08, 2007

procuro à noite... um sinal de ti

Desespero porque o telefone não toca, não avisa que há sms. Desespero porque nada sei de ti, e por isso nada te digo de mim. Construo a imagem de uma mulher que sabe o que quer, que decidiu pôr tudo de lado e libertar-se de um sentimento que de libertador nada tem.
Mas basta o telefone tocar... basta saber de ti.... que todo o meu ser estremece. E aquela música que toca no rádio, ali mesmo ao lado... as recordações...

domingo, janeiro 07, 2007

porque é que estás fria para comigo?


canela: porque não sei o que queres de mim, o que esperas de mim... eu de ti já não espero nada
ele: mas sabes bem o que espero de ti, o que quero...
canela: pois sei... queres que fique sossegada, qual livro que espera na prateleira por alguém para o ler... algo sempre garantido, sempre por perto... e não me digas que queres estar comigo, porque vontade para estar contigo tenho eu a montes... mas...



"Quando é que eu te vejo?"
....

Começa quase sempre assim... Eis que ele me lança algumas migalhas, ou algumas tirinhas de côco, e eu abro logo a porta! Coração aos pulos, mãos suadas, frio na barriga, indecisão no que vou vestir....

Porque é que eu me contento com estes restos?


Porque é que eu não consigo exigir o côco inteiro?....

Porque é que ele não tem coragem para assumir o que sente por mim...?


Sinto o teu cheiro por todo o lado....

quarta-feira, janeiro 03, 2007

eis-me...


...a tua canela...

queres-me salpicada pelo arroz doce ou a rodopiar no teu café?

três essências ou três histórias... essenciais

Somos mulheres. Mulheres que trabalham, que riem com os amigos, que choram nos filmes, que não passam sem um chá quentinho e que partilham em comum uma história cuja(s) essência(s) resolveram partilhar.
É uma das histórias da nossa vida. Esta de estarmos «presas» a homens (essenciais ou acessórios?)... de termos «gavetas» por fechar (e não conseguirmos deitar fora a chave)... de encontrarmos abrigo em quem se vem abrigar em nós e desaparece quando a tempestade já vai longe.
Essencialmente queremos exorcizar este sentimento essencial de sermos a essência-acessória de quem insiste em estar ausente de forma tão presente.