
tocaste na ferida, ao de leve, mas o suficiente para que a dor voltasse
não percebo porque insistes em voltar, à minha memória, às minhas emoções, ao meu caminho
podias simplesmente devolver-me o que é meu, e esquecer que eu existo
porque eu tento, tento esquecer-te, mas tu insistes
voltas
regressas
apareces
estás lá
e eu com toda a minha energia, procuro não sentir nada
às vezes consegues mesmo magoar-me, como só tu sabes fazer
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